Antônio Ermírio de Moraes

Antônio Ermírio de Moraes foi uma das maiores figuras públicas do Brasil, com grande influência nos campos econômico, social e político. Formado em engenharia de minas no Colorado (EUA), iniciou sua carreira na Siderúrgica Barra Mansa (RJ), em 1948. Desde então descobriu sua vocação para a metalurgia. Nos anos 1950, recebeu de seu pai, o senador José Ermírio de Moraes, a missão de criar a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), quando poucos acreditavam que o Brasil fosse capaz de competir com os grandes players globais do setor. De forma visionária, construiu usinas próprias para fornecer energia para a fábrica e percebeu a necessidade de preservar as florestas até as nascentes dos rios, para garantir a perenidade do fornecimento de água para as usinas.

Sempre teve claros posicionamentos políticos. Em 1978, foi o principal porta-voz do “Documento dos Oito”, manifesto de empresários brasileiros que pedia o fim do regime militar. Apoiou o movimento Diretas-Já, em 1984, e, em 1986, candidatou-se ao governo do Estado de São Paulo, sendo derrotado apesar de ter recebido 3,5 milhões de votos.

Com grande preocupação com os temas sociais, como a educação e a saúde, dedicou-se por mais de 40 anos ao hospital Beneficência Portuguesa, onde foi presidente. Atuou também na Associação Cruz Verde e presidiu a Cruz Vermelha, além de ajudar a diversos projetos sociais. Escreveu três peças de teatro, sobre as mazelas econômicas do País, os problemas da saúde e uma inspirada na história da Sinfônica de Heliópolis, formada por jovens da favela - um projeto social que é apoiado pela Votorantim.

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